VIII ASSEMBLEIA GERAL DA HUTURARA 2016

FBV: PF prende fazendeiro que cobrava pedágio para terra Yanomami

A ação foi feita integrada com o Exército.O acusado construiu um bloqueio com uma cancela em um projeto de assentamento


Por Folha Web

6-13-2016A Polícia Federal em Roraima deflagrou, às 6h da manhã de hoje, a Operação Atalho. Estão sendo cumpridos dois Mandados de Busca e Apreensão, deferidos pela Justiça Federal após representação de inquérito policial que investiga uma rede de apoio ao garimpo na Terra Indígena Yanomami – rio Uraricoera. O investigado D B T foi preso em flagrante em sua residência em Boa Vista/RR, por usurpação do patrimônio da União – art. 2º da lei 8.176/91.

A prática criminosa investigada ocorre em uma fazenda localizada no Projeto de Assentamento Paredão, em Alto Alegre/RR. Há indícios de que o proprietário D B T, conhecido como ZÉ BALA, construiu uma estrada em um dos lotes que ocupa, exigindo pedágio a garimpeiros para terem acesso às margens do rio Uraricoera, via fluvial que dá acesso ao garimpo na Terra Indígena Yanomami.

A investigação aponta cobrança de valores de R$ 100,00 a R$ 500,00 por veículos que fazem transporte de garimpeiros ou da logística do garimpo. Foi construído também um bloqueio com uma cancela na vicinal 6 do projeto de assentamento, forçando passagem pelo pedágio montado por D B T.

Continue Reading

Carta Capital: A morte de Konibu e o crime de genocídio de Romero Jucá

Enquanto era presidente da Funai, Jucá entregou as terras dos índios Akuntsu a seus algozes, diz sertanista
por Felipe Milanez

6-6-2016

Na última quinta-feira, 26 de maio, faleceu em Rondônia o indígena Konibu, o velho líder e xamã do povo Akuntsu. Sobrevivente de um genocídio, ele já estava bastante debilitado por um câncer e problemas cardíacos, e tinha em torno de 85 anos., Morreu em paz, deitado na rede dentro da maloca onde viva, auxiliado por agentes de saúde e pelo sertanista da Funai, Altair Algayer.

Se a morte foi tranquila, no entanto, Konibu sofreu muito em vida. E parte desse sofrimento se deve a um ato político de Romero Jucá enquanto era presidente da Funai: a destinação da terra onde os indígenas vivam para fazendeiros.

Os Akuntsu, seus vizinhos Kanoê e o “Índio do Buraco” são remanescentes de três povos que sofreram um genocídio de 1985 até os últimos ataques documentados em 1995.

Continue Reading

Cogumelos nativos colhidos por ianomâmis agora na sua casa

Cogumelos da floresta amazônica passam a ser vendidos no Mercado de Pinheiros, em São Paulo

01 junho 2016 | 16:15 por Redação Paladar

Cogumelos nativos da floresta amazônica colhidos pelo povo indígena Sanöma, um subgrupo dos ianomâmis, passaram a ser comercializados em São Paulo no último mês a partir de uma parceria entre os institutos Socioambiental (ISA) e Atá.

É um mix com mais de dez espécies que brotam nas florestas do extremo oeste de Roraima e que fazem parte da dieta dos Sanöma. São vendidos secos com exclusividade pelo box Amazônia do Mercado de Pinheiros, em duas embalagens: inteiros (R$ 15, 15g) ou em pó (R$ 15, 30g). Todas as vendas serão revertidas às comunidades produtoras.

1464808580586

Mix com mais de dez espécies de cogumelos, que fazem parte da dieta dos índios Sanöma. Foto: Rubens Kato|Divulgação

Além do Atá e do ISA, que desenvolve um trabalho de pesquisa há quatro anos com os ianomâmis, o projeto dos cogumelos também contou com a parceria do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa, em Manaus), o Instituto Botânico (em São Paulo) e o restaurante Banzeiro, de Manaus, do chef Felipe Schaedler.

Continue Reading

Para Comissão da Verdade, Jucá foi responsável por genocídio Yanomami

Fonte: Gazeta do Povo
Por Chico Marés, interino

juca 2

 

30 anos antes de ser o articulador do fim da “sangria” da Lava Jato, o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR) assumia seu primeiro cargo no governo federal. Nomeado pelo então presidente José Sarney e indicado por Marco Maciel, ele se tornou presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). Sua passagem na fundação, que durou quase dois anos, foi lembrada pela Comissão Nacional da Verdade (CNV). E não de uma forma elogiosa.

Continue Reading